Início em 06/03/2018 até 16/06/2018
Por não ter sido pensionista do Estado, ao contrário de arquitetos como Ventura Terra ou Adães Bermudes, os desenhos ficaram na sua posse e integram presentemente o arquivo desta Fundação. Em 2010, este conjunto documental, formado por 78 peças desenhadas, para além dos enunciados e outra documentação diversa, foi objeto de um estudo detalhado pela arquiteta Clara Veiga Vieira, traduzido na dissertação de Mestrado apresentada na FLUP, O percurso formativo de José Marques da Silva na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts (1890-1896), e de uma ampla ação de restauro desenvolvida por parte de Ana Freitas. Ações que viriam a ser essenciais para viabilizar a presente exposição, que conta com a colaboração de Joaquim Pinto Vieira e com o desenho expositivo de Ivo Poças Martins.
José Marques da Silva, jovem de 13 anos, ingressou em 1882 na Academia de Belas Artes do Porto e, em 1896, depois de 14 anos de estudos académicos, deixou a École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts de Paris como arquiteto diplomado pelo Governo Francês. Os desenhos aqui expostos revelam muito do trabalho desses sete anos de formação parisiense sob a tutela de Victor Laloux, o arquiteto da Gare d’Orsay. São documentos que permitem aproximar-nos de um mundo que se tornou distante e, essa aproximação, revela aspetos da vivência formativa de um jovem estudante de arquitetura. Hoje, essa vivência tem uma natureza completamente diferente, embora a profissão seja a mesma.
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- Tema: Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896